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Atenção com a epidemia de microcefalia

2 de dezembro de 2015
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Nos últimos dias, o Ministério da Saúde já registrou seis mortes por suspeita de microcefalia no Brasil. A epidemia da doença teria relação com o zika vírus, transmitido pelo mosquito aedes aegypti – o mesmo que transmite a Dengue e a chikungunya -, que, ao picar mulheres grávidas, seria responsável pela deformação do bebê em gestação.

Cerca de 1.248 casos suspeitos de microcefalia já foram notificados em 311 municípios de 13 estados e no Distrito Federal, uma situação “inédita” na pesquisa científica mundial.

Os bebês microencéfalos são portadores de uma condição rara que faz com que o crânio nasça com um tamanho menor do que o normal. Outras doenças, como toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus podem ser prejudiciais para o bebê se contraídas pela mãe durante a gestação. O abuso de álcool, drogas ilícitas e síndromes genéticas, como Down, também podem ser alguns agentes facilitadores.

O ginecologista e obstetra Thomas Gollop, professor livre-docente de genética da USP e especialista em medicina fetal, deu um conselho drástico para o momento, em entrevista à Folha de S. Paulo. “A melhor forma de prevenir a microcefalia é não ter feto na barriga. É radical? Pode ser. Mas pode evitar um desastre maior”.

A relação entre o zika e a microcefalia ainda não era conhecida na literatura médica mundial. Os casos acima do esperado são, sobretudo, no Nordeste do país. De acordo com artigo do jornal online El País Brasil, uma explicação pode ser o fato de que pela primeira vez o zika chegou a um país com um sistema de vigilância em saúde mais organizado, que conseguiu detectar a correlação.

Eliminar criadouros do Aedes aegypti é, no momento, a maneira mais eficaz de prevenir a doença. É ideal também que gestantes utilizem calça e camisa comprida e repelentes permitidos para o período.

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