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5 erros comuns na realização de eletrocardiogramas

19 de maio de 2014
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Não é difícil encontrar eletrocardiogramas, também chamados de ECG, feitos de maneira incorreta e qualidade inadequada em clínicas e hospitais. Os problemas mais comuns encontrados em eletrocardiogramas variam de má posição do tórax às trocas de eletrodos. Além disso, muitas vezes os profissionais responsáveis não receberam tratamento adequado. Confira quais são os cinco erros mais comuns na realização de eletrocardiogramas.

Inversão na colocação dos eletrodos

Inverter a colocação dos cabos é algo muito comum na hora de realizar um eletrocardiograma e é comumente responsável por criar uma tendência para erros de interpretação do traçado. A inversão dos eletrodos dos membros superiores é o mais comum e tem como resultado o registro de complexos positivos em aVR e complexos negativos de derivação I. Essa inversão ainda pode modificar derivações II e III e ainda mascarar ou produzir padrão de necrose. Para reconhecer cada um desses fatores, é necessária atenção no momento da análise.

Presença de interferências

Os artefatos, também chamados de interferências no traçado, são outro tipo de erro bastante comum. Para que o erro não passe batido e a realização do eletrocardiograma seja feita com sucesso, é importante interpretar o traçado do exame com cuidado e atenção, atentando principalmente para a calibração e qualidade desse traçado em busca das possíveis interferências. Essas interferências são importantes de serem percebidas pois podem simular anormalidades, como arritmias. Outras interferências comuns são a de rede elétrica ou por atividade muscular (tremor). O ECG foi criado para não “visualizar” certas interferências e captar apenas a atividade do coração, mas ainda assim, alguns movimentos de outros músculos podem ser captados.

Má colocação dos eletrodos no tórax

Não colocar os eletrodos no lugar certo pode acarretar num exame de menor qualidade. Além disso, não colocar as precordiais da maneira correta pode ter como resultado o bloqueio de ramo direito incompleto ou pobre progressão de R ou R grande em V1, V2 e V3. Cada eletrodo precordial (do V1 ao V5) possui uma posição específica para ser colocado no tórax. Em caso de dúvidas sobre ser uma alteração no exame é realmente uma anormalidade ou resulta apenas da má colocação, é indicado pedir que um médico acompanhe a realização de um novo ECG, posicionando cada eletrodo precordial da maneira correta.

Inversão dos eletrodos de DI

Esse é um dos erros mais comuns, ainda que seja muito fácil de ser percebido. Ele acontece quando há troca entre o eletrodo do braço direito com o do braço esquerdo, que são vermelho e amarelo, respectivamente. Deve-se ter maior atenção ao notar QRS negativo na D1, pois isso indica uma possível troca de eletrodos ocorrida durante a execução do eletrocardiograma. Quando o eletrodo D1 é colocado de maneira errada, ele capta um potencial negativo e se afasta do eletrodo explorador.

Inversão dos eletrodos de DII

Ocorre de forma semelhante à inversão dos eletrodos de DI, com a diferença que aqui a troca é feita entre o eletrodo do braço direito e o eletrodo do pé esquerdo, de cores vermelha e verde, respectivamente. Esse erro pode tanto mascarar um padrão de necrose, como pode criar um padrão de infarto.  

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