Artigos e notícias

NEWS

5 motivos para os médicos não terem receio da Inteligência Artificial

21 de junho de 2018
shutterstock_1040311387-1200x611.jpg

Concordo com o artigo que acabo de ler, publicado pela Medical Futurist, que trata da relação entre os médicos e a Inteligência Artificial, o que muito verifico em meu trabalho na Brasil Telemedicina. Com a Quarta Revolução Industrial a todo vapor, o fato é que a digitalização tem avançado de forma incrível e dividido opiniões entre as pessoas: enquanto umas se encantam com a velocidade das informações e com o desenvolvimento de novas tecnologias, outras se preocupam, especialmente quando se trata do espaço no mercado de trabalho.

Para exemplificar esse último caso, temos a comunidade médica, que, em sua maioria, teme que as máquinas substituam suas funções e superem suas habilidades. Entretanto, não há porque vocês, colegas médicos, se preocuparem com a Telemedicina. Indo em contramão do que se imagina, a verdade é que os recursos médicos à distância vêm para ser um importante apoio para nossa profissão e para a população, na busca de uma saúde de excelência, com agilidade, segurança e disponibilidade para um maior número de pessoas.

Médicos: façam desta evolução mundial!

Quando algum especialista em tecnologia afirma que o trabalho dos médicos será substituído em alta escala por máquinas (e há quem ouse dizer que o número chegue z 80%, como Kai-Fu Lee, fundador da Sinovation Ventures), esta afirmação chega a ser irresponsável, pois a saúde sempre vai precisar de humanos! É o caso da Telemedicina que irá, sim, por meio da Inteligência Artificial e de tecnologias à distância avançadas, fazer cada vez mais parte dos cuidados de saúde em todo o globo, como já está acontecendo. Porém, com a automação, do mesmo modo que algumas tarefas desaparecerão, outras novas serão adicionadas à rotina de tralho do médico. Ou seja: a tecnologia veio para transformar o significado do que é ser médico.

 

Entenda por que você deve confiar na tecnologia – e na Telemedicina:

 

  1. Não é possível substituir a empatia

Independentemente do tamanho do leque de tecnologias brilhantes que a Inteligência Artificial apresente para a área da saúde, é impossível para ela imitar a empatia, já que esse processo envolve a construção da confiança durante o ato de ouvir a outra pessoa, estar atento às suas necessidades, expressar a compaixão e responder da maneira adequada para que o outro perceba que foi compreendido. E o domínio desse sentimento só é possível para nós, humanos.

  1. O método de trabalho dos médicos é não linear

Nenhum algoritmo terá a mesma eficácia para fechar um diagnóstico. Embora os dados, as medições e a análise quantitativa sejam uma parte crucial do trabalho de um médico, estabelecer um diagnóstico e tratar um paciente são processos não lineares, o que requer habilidades de criatividade e resolução de problemas que algorítmos e robôs nunca terão. Os pacientes e seus estilos de vida variam de acordo com o grau em que as pessoas diferem. Doenças têm o mesmo recurso. Assim, nenhum caso é o mesmo; cada um deles requer a atenção de médicos humanos.

  1. É preciso profissionais competentes para utilização de tecnologias digitais complexas

As soluções em saúde digital, ou Telemedicina, exigem a competência de profissionais médicos altamente qualificados. Vamos utilizar como exemplo o robô cirúrgico do Sistema Cirúrgico da Vinci. Ele possui um sistema de visão 3D de alta definição ampliado e minúsculos instrumentos de pulso que se dobram e giram muito mais do que a mão humana. No entanto, os cirurgiões têm que aprender a operá-lo e é preciso dominá-lo.

Da mesma forma, observe o famoso IBM Watson. Seu programa exclusivo para oncologistas fornece aos médicos opções de tratamento baseadas em evidências. No entanto, são apenas médicos e seus pacientes que podem escolher o tratamento, e somente os médicos conseguem avaliar se o algorítmo inteligente apresentou sugestões potencialmente úteis.

Nenhum robô ou algoritmo poderia interpretar claramente desafios complexos envolvendo a psique. Enquanto eles fornecerão os dados, a interpretação permanecerá sempre um território humano.

  1. Sempre haverá tarefas que algorítimos ou robôs nunca poderão completar

Os profissionais da saúde têm muitas tarefas monótonas e repetitivas para completar todos os dias. Um estudo diz que nos Estados Unidos, o médico médio gasta 8,7 horas por semana na administração. Os psiquiatras passaram a maior proporção de suas horas de trabalho com papelada (20,3%), seguidos por internistas (17,3%) e familiares / clínicos gerais (17,3%). Esses tipos de tarefas e procedimentos podem ser automatizados – e deveriam ser.

No entanto, existem responsabilidades e deveres que as tecnologias não podem executar. Embora o IBM Watson possa filtrar milhões de páginas de documentos em segundos, ele nunca conseguirá fazer a manobra de Heimlich. Sempre haverá tarefas em que os humanos serão mais rápidos, mais confiáveis – ou, até mesmo, mais baratos que a tecnologia.

  1. A questão nunca foi competir entre tecnologia versus humanos

Esta ideia de imagem inimiga entre tecnologia e humanos deve parar, de uma vez por todas! Não há uma “espécie” contra a outra, especialmente porque as inovações tecnológicas servem ao propósito de ajudar as pessoas. Estamos todos jogando no mesmo time! Não importa se é Telemedicina, Inteligência Artificial, robótica, realidade aumentada ou virtual, o fato é que devemos aceitar que eles têm uma influência massiva na maneira como o setor de saúde opera e, em seguida, começar a utilizar seu poder.

Ao compreender isso, imagine o que a saúde será capaz se as habilidades de criatividade e resolução de problemas forem combinadas com o poder computacional infinito e o recurso cognitivo da tecnologia? A colaboração entre humanos e tecnologia é a resposta final.

Um estudo para identificar o câncer de mama metastático através da aprendizagem profunda mostra algo semelhante. Quando as previsões do sistema de aprendizagem profunda foram combinadas com os diagnósticos do patologista humano, a classificação da imagem, bem como o índice de localização do tumor, aumentaram significativamente. Além disso, a taxa de erro humano diminuiu em 85%. As descobertas mostram que a Inteligência Artificial e os humanos são os mais potentes quando cooperam.

A experiência da Brasil Telemedicina

Aqui na Brasil Telemedicina – empresa de inovação em soluções de saúde à distância, nós estamos vivenciando, já há 8 anos que, sim, o casamento da tecnologia com profissionais gabaritados da área da saúde é um sucesso que gera uma assistência mais eficiente, menos propensa a erros e mais transparente, disponível para o paciente seja onde ele estiver e quando ele necessitar.

Acreditamos tanto nos benefícios da Telemedicina que desenvolvermos 5 produtos, que vão desde a análise de exames e emissão de laudos online (Laudo24hs – já com mais de 5 milhões de exames laudados), até a orientação médica à distância (Médico24hs), sessões psicológicas online (Psicologia24hs), monitoramento integral e digital de pacientes com doenças crônicas (Monitorização24hs) e orientação veterinária à distância (MédicoVet). Tudo isso é disponibilizado tanto pela Web quanto em App, sendo uma alternativa profissional para todos que tenham acesso à internet.

Como dizemos em nosso slogan, “a tecnologia que avança nós usamos para aproximar” e você, médico, é o nosso grande parceiro nesta empreitada de levar a saúde para todos os cantos do país. Pense nisso!

Dr Carlos Eduardo Camargo

Cardiologista e CEO da Brasil Telemedicina

 

 

 

 

Acompanhe as novidades no Facebook

© Brasil Telemedicina Serviços Diagnósticos Ltda - CREMESP 955684