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Telemedicina após a pandemia: como será?

28 de abril de 2021
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Confira quais são as previsões para o futuro da saúde digital no Brasil e no mundo, um movimento sem volta e repleto de benefícios para médicos e pacientes.

A pandemia do Coronavírus tem uma grande aliada nos cuidados com a saúde da população: a telemedicina, que tornou possível o acesso a médicos a todo momento, de qualquer lugar, especialmente para a orientação especializada e individual, o acompanhamento de doenças e o alívio de sintomas. No Brasil, este era um movimento que ainda engatinhava, mas que teve uma reviravolta fascinante em busca do bem-estar das pessoas, que agora utilizam seus celulares, computadores ou tablets para se consultar com um especialista, com a segurança e o conforto de não ser preciso sair de casa.

Enquanto isso, nos países desenvolvidos essa realidade já era uma prática considerada mais comum, mas que também ganhou proporções ainda maiores e, ao que tudo indica, este é um cenário irreversível.  A aceleração mundial da telemedicina desde 2020 comprova que ela é uma tendência incontornável e que passará a ser uma opção importante para os cuidados de saúde das pessoas, amparada pela estatística de que tanto os profissionais de saúde, quanto os usuários, tiveram acesso aos seus benefícios e puderam entender de que maneira utilizar os recursos digitais para ter acesso a uma melhor qualidade de vida.

De acordo com artigo publicado pela Mary Ann Liebert Inc, o dilema atual que os sistemas de saúde em todo o mundo enfrentam é como manter a capacidade de fornecer serviços não apenas para aqueles que sofrem com o Covid-19, mas também para pacientes com traumas e aqueles que sofrem de outras doenças agudas e crônicas. Não é nenhuma surpresa que os sistemas de saúde nos Estados Unidos e em todo o mundo agora estão recorrendo à telemedicina para fornecer cuidados, mantendo os pacientes em suas casas. A conversão massiva para a telemedicina demonstra sua utilidade como uma ferramenta eficaz para o distanciamento social em ambientes clínicos ou hospitalares.

Para eles, é míope considerar a utilidade da telemedicina como sendo limitada a lidar unicamente com a crise atual, cuja utilidade se dissipará quando a crise pandêmica chegar ao fim.

O autor do texto destaca que, já no início da pandemia, tornou-se evidente que:

  1. Uma proporção considerável de consultas ambulatoriais em vários ambientes pode ser tratada clinicamente a distância, ou seja, pacientes com doenças não urgentes podem ser triados pela telemedicina sem comprometer sua saúde ou a qualidade do atendimento.
  2. A infraestrutura necessária para a conectividade está amplamente disponível em ambas as extremidades do encontro clínico (médico e paciente), mais prontamente por meio do celular, um item atualmente onipresente. A maioria dos sistemas de saúde dos setores público e privado já implantou prontuários eletrônicos, garantindo a continuidade do atendimento aos seus pacientes.
  3. A logística necessária pode ser desenvolvida imediatamente, incluindo o treinamento, equipe clínica e fluxo de trabalho com o mínimo de interrupções ou deslocamentos.
  4. Pouca ou já praticamente nenhuma resistência pode ser encontrada a esta modalidade de prestação de cuidados, uma vez que protege tanto profissionais quanto pacientes.
  5. O governo tem relaxado as regulamentações restritivas para implantação da telemedicina.

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Telemedicina nos Estados Unidos: impacto do Coronavírus e previsões 2021-2026

De acordo com pesquisa da Mordor Inteligence, o mercado de telemedicina norte-americano foi avaliado em aproximadamente US $ 38.289 milhões em 2020, e espera-se que atinja uma receita de US$ 168.396 milhões em 2026.

Nos EUA, a adoção da saúde online por parte dos usuários subiu de 11% em 2019 para 46% atualmente. Entretanto, a McKinsey levantou que 76% dos consumidores demonstram interesse pela modalidade virtual. Já entre os profissionais que oferecem o serviço, a presença dos atendimentos remotos foi até 175 vezes maior.

A telessaúde surgiu como um componente essencial da saúde durante a pandemia de Covid-19. Um estudo publicado no JCO Global Oncology relata que, durante a pandemia de SARS-CoV-2, o distanciamento físico foi colocado em prática para minimizar a propagação da doença. Isso resultou na adoção da maioria das consultas ambulatoriais para telemedicina, especialmente as oncológicas. A falta de visitas pessoais e restrições de locomoção encorajaram os médicos a se adaptarem ainda mais às consultas remotas, o que indica um impacto positivo significativo no crescimento do mercado de telemedicina globalmente.

Os principais fatores para o crescimento do mercado de telemedicina incluem o aumento dos custos de saúde, inovações tecnológicas, aumento do monitoramento remoto de pacientes e aumento da carga de doenças crônicas.

Os custos com saúde estão aumentando em todo o mundo. De acordo com as Projeções de Despesas Nacionais com Saúde 2018-2027, as despesas nacionais com saúde devem crescer a uma taxa média de 5,5% ao ano para 2018-2027 e atingir quase US $ 6,0 trilhões até 2027 nos Estados Unidos.

As soluções de telessaúde demonstraram a capacidade de melhorar os resultados de saúde e reduzir custos. A telemedicina economiza o dinheiro dos pacientes, fornecedores e pagadores em comparação com as abordagens tradicionais. A modalidade tem diminuído o custo dos cuidados de saúde, ao mesmo tempo que aumenta a eficiência por meio de uma melhor gestão de doenças crônicas, tempos de viagem reduzidos, equipes de profissionais de saúde compartilhadas e menores estadias em hospitais. Assim, devido a todos os fatores acima mencionados, o mercado deverá testemunhar um elevado crescimento ao longo do período de previsão.

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O aumento de doenças crônicas é uma preocupação global que sobrecarrega os recursos de saúde. O tele-homecare é uma forma inovadora de prestar cuidados, monitorar um paciente e fornecer informações usando a mais recente tecnologia. O monitoramento permite a identificação precoce de doenças, evitando condições crônicas. De acordo com um artigo de pesquisa publicado no JMIR Pediatrics and Parenting foi observada melhora na adesão à medicação entre receptores de transplante adolescentes que estavam participando ativamente da videoconferência de telessaúde em casa durante a pandemia. Portanto, espera-se que a atual crise impulsione o crescimento do segmento.

Programas de telecuidado domiciliar também são iniciados em países, incluindo o projeto de demonstrador de sistema completo (WSD) no Reino Unido, o projeto de segmentação de saúde de veteranos (VHA) nos Estados Unidos e o programa TELEKART na Dinamarca. Esses programas de teleatendimento domiciliar gerenciam, reduzem e evitam doenças crônicas por meio do monitoramento remoto de pacientes. As universidades estão colaborando bem para promover o teleatendimento; por exemplo, o Instituto do Coração da Universidade de Ottawa tem feito um bom progresso na tecnologia de monitoramento de teledomicílio, que oferece serviços para várias regiões sob o programa regional de monitoramento residencial para pacientes cardíacos.

A saúde nos Estados Unidos está passando por tendências positivas, com o surgimento de aplicativos de telemedicina que ajudam os americanos a serem ativos no gerenciamento de saúde pessoal, especialmente durante a atual pandemia de Covid-19.

Telemedicina na Europa – Impacto do Coronavírus e previsões 2021-2026

Um outro estudo, também da Mordor Inteligence, levantou que o mercado europeu de telemedicina foi avaliado em US $ 10.619 milhões em 2020, e espera-se chegar a US $ 29.975 milhões em 2026.

Os países europeus também aceleraram a adoção da saúde digital. De acordo com o estudo publicado pelo Instituto Regional de Paris em abril de 2020, a França viu um grande aumento na teleconsulta, que foi de 10 mil teleconsultas por semana antes do confinamento para mais de um milhão na última semana de abril do ano passado, uma multiplicação por 100.

Além disso, o aumento dos gastos com saúde, o aumento da preferência pelo monitoramento remoto de pacientes e o aumento da carga de doenças crônicas são os fatores que impulsionam o crescimento nesta região. Por exemplo, em 2018, de acordo com o relatório GLOBOCAN, o câncer afetou mais de 12 milhões de pessoas na Europa. Para alavancar as oportunidades potenciais, os players do mercado estão trazendo inovações tecnológicas e lançamentos de produtos como o motor de crescimento de sua empresa e do mercado nesta região.

No entanto, várias questões legais e de reembolso, exigência de alto capital inicial e falta de suporte médico devem ser as principais restrições para o crescimento do mercado. A saúde digital surgiu como o ativo mais importante para monitorar a saúde durante a crise do Covid-19.

A região viu um aumento no uso de aplicativos móveis de saúde durante o período. Vários órgãos reguladores na Europa também estão promovendo o uso de apps. Em dezembro de 2020, o Instituto Nacional de Seguros de Saúde e Incapacidade (INAMI-RIZIV) lançou um projeto piloto relativo ao monitoramento remoto de pacientes com Coronavírus antes e depois de sua hospitalização como parte de uma abordagem médica integrada suportada por aplicativos digitais.

As vantagens potenciais levaram à crescente adoção de tecnologias de saúde móvel, e os participantes desta região estão apresentando lançamentos inovadores para aumentar ainda mais a adaptabilidade nessa região.

Crescimento e regulamentação da telemedicina no Brasil

Com a ágil disseminação do Coronavírus no Brasil, a telemedicina foi adotada como uma estratégia de caráter emergencial para ampliação do acesso ao atendimento médico, com o aval legal dos órgãos regulamentadores. Assim, com a aprovação da Lei nº 13.989/2020, o exercício da medicina remota passou a valer em todo país durante o período de pandemia do Coronavírus.

Todas as medidas de caráter emergencial, que foram efetivadas durante a pandemia, deixaram muito claro que a Telemedicina foi autorizada nas diversas áreas da saúde apenas durante a crise. Ou seja, a Telemedicina após pandemia irá exigir uma nova legislação, assim como um novo parecer do próprio CFM – Conselho Federal de Medicina e entidades da área da saúde.

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A Associação Paulista de Medicina (APM) realizou a Pesquisa Conectividade e Saúde Digital na Vida do Médico Brasileiro, em fevereiro de 2020, com 2.258 médicos, de 55 especialidades. Dentre as principais, estão Clínica Médica, Cardiologia, Ginecologia e Obstetrícia, Ortopedia e Neurologia.  De acordo com 90% dos médicos participantes, as novas ferramentas digitais com alto padrão de segurança e ética podem ajudar a melhorar a saúde da população.

Além disso, o mesmo percentual acredita que o sistema público de saúde poderia ser beneficiado com esses dispositivos em relação à diminuição das filas de espera por atendimento especializado. Já 70% pensa que a telemedicina permite ampliar o atendimento médico além do consultório, com segurança de dados e privacidade entre médico e paciente.

Os dados acima apontam para uma mudança cultural de toda a sociedade que, ao conviver com a realidade da telemedicina, passa a confiar na modalidade e a se adaptar aos seus benefícios, como a facilitação do acesso à médicos e profissionais de saúde de alto nível, atendimento ágil e sem fila de espera, monitoramento de doenças crônicas e apoio à prevenção primária em tempo recorde. Nossa equipe une esforços para o fim da pandemia e torce para a chegada de uma regulamentação definitiva, que viabilize a saúde digital para o povo brasileiro com segurança e resultados eficazes.

Sobre a Brasil Telemedicina

Desde 2010, desenvolvemos soluções em telessaúde, pois vestimos a camisa de nosso slogan: ‘a tecnologia que avança nós usamos para aproximar. Assim, entregamos para nossos clientes plataformas que promovem a saúde integral do paciente, com base nas regulamentações do país, com serviços como telelaudo de exames, teleconsulta médica, telepsicologia, telemonitoramento, dentre outros. Conheça aqui mais sobre os nossos produtos e entenda como a conectividade está transformando vidas.

Fontes de pesquisa:

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