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Tendências para o mercado de telessaúde a partir de 2022

3 de fevereiro de 2022
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Números apontam para uma mudança comportamental da população no Brasil e no mundo, que agora tem as teleconsultas como algo cada vez mais comum.

É notável que o comportamento humano foi transformado pela pandemia, de modo que a maneira pela qual os indivíduos se comunicam, trabalham e consomem produtos foi atingida em cheio. Para isso, o aumento do uso e o aprimoramento das ferramentas digitais que constroem essa ponte foi fundamental, sendo que qualquer contato presencial desnecessário — ou até mesmo os necessários — foi substituído por mensagens de texto, áudios, chamadas de vídeo ou a boa e velha ligação telefônica.

Esse cenário não poderia ser diferente para o avanço também das consultas médicas online. Durante a pandemia do novo Coronavírus, a telemedicina foi altamente difundida por conta da alta necessidade de acompanhamento médico ágil e seguro. Segundo pesquisa do G2 Learning Hub, a telemedicina cresceu cerca de 372%, de março de 2020 até setembro de 2021. Ou seja, há atualmente uma constante mudança no meio tradicional de consultas em que o presencial passou a não ser mais a primeira opção durante o período de crise sanitária global. O paciente virtual se tornou uma pessoa que procura investir, sem perder tempo, na qualidade de vida e conforto, independentemente de onde esteja.

Segundo divulgação da TIC Domicílios, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, o uso da internet no Brasil cresceu em 2020, passando de 74% para 81%, o que representa 152 milhões de brasileiros acessando os  meios virtuais.

A telemedicina, como vimos neste artigo aqui, foi aprovada em caráter emergencial e aguarda uma regulação definitiva, mas a modalidade já exibe o vigor de quem realmente veio para ficar. Um levantamento da Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde) demonstrou que desde abril do ano passado, já foram realizados mais de 2,8 milhões de consultas por videoconferência.

Dados divulgados pela Saúde Digital Brasil (Associação Brasileira de Empresas de Telemedicina e Saúde Digital) apontam números ainda maiores, que significam não apenas o crescimento exponencial de pacientes atendidos por intermédio de tecnologias de informação e comunicação, mas também o de vidas salvas e de pacientes satisfeitos e com suas queixas atendidas. Entre 2020 e 2021, mais de 7,5 milhões de atendimentos foram realizados, por mais de 52,2 mil médicos, via telemedicina no Brasil. 87% deles foram de primeiras consultas, evitando-se assim idas desnecessárias a uma unidade hospitalar e permitindo identificar, através de exames e uma triagem prévia, a necessidade de um atendimento em um centro de saúde presencial.

Leia também: Como a telemedicina contribui para programas de prevenção primária

Avanços da telemedicina pelo mundo

De acordo com pesquisa da Mordor Intelligence, o mercado de telemedicina está prestes a crescer dos atuais aproximadamente US$ 38 bilhões com um CAGR de 28% para atingir US$ 168 bilhões em 2026. Além disso, 82% dos pacientes experimentaram a telemedicina pela primeira vez desde o início da crise sanitária.

De fato, o Covid-19 se tornou a força motriz da telemedicina, com um mercado composto por usuários cada vez mais exigentes. Por isso, a indústria não para de crescer. É possível ver claramente o crescimento das teleconsultas em todo o mundo. Os EUA continuam a ser uma das principais regiões para o desenvolvimento da saúde digital. A Europa também vive uma nova era de telemedicina: 71% dos provedores de saúde italianos usam telemedicina; nos países nórdicos, esse número chega a 55%, e 54% na Áustria.

Estima-se que o tamanho do mercado de telessaúde dos EUA atinja US$ 307,7 bilhões até 2028, de acordo com um novo relatório da Grand View Research Inc. Espera-se que se expanda a um CAGR de 44,4% de 2022 a 2028. A crescente adoção de serviços de saúde digital, base de consumidores favorável e investimento substancial são os principais fatores que contribuem para o crescimento do mercado nos EUA.

A escassez de médicos e clínicos nos EUA também deve impulsionar o crescimento da indústria de telessaúde. Por exemplo, de acordo com o relatório da Association of American Medical Colleges publicado em junho de 2021, a escassez estimada de médicos nos EUA pode estar entre 37.800 e 124.000 até 2034, tanto na especialidade quanto na atenção primária.

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), houve um aumento de 154% nas visitas de telessaúde nos EUA em março de 2020 em comparação com o ano de 2019. Os serviços de saúde digital remotos ofereceram vários benefícios durante a pandemia, reduzindo a exposição a doenças para pacientes e funcionários. O crescente acesso à Internet pela população dos EUA e o uso crescente de dispositivos como computadores, tablets e smartphones também devem fornecer oportunidades potenciais de crescimento do setor.

A Statista demonstra números impressionantes: 70% dos provedores de saúde nórdicos implementaram a telemedicina para serviços mentais. Na Espanha, esse número chega a 53%. Isso prova que a telessaúde não é apenas uma tendência note-americana, mas sim global.

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Tendências do mercado de telemedicina a partir das novas experiências

Os anos de 2020 e 2021 viram a integração da telessaúde e o aumento do monitoramento remoto de pacientes. Essas mudanças no cenário da saúde foram ajudadas em parte pelos requisitos da pandemia do Coranavirus e em parte pelo subsequente afrouxamento dos regulamentos da telemedicina pelos governos mundo afora.

Como exemplo a ser adotado por todos os países, os serviços de monitoramento remoto de pacientes tornaram-se mais inteligentes e acessíveis com melhores resultados clínicos nos EUA. Esses tipos de serviços atraem os prestadores de serviços a investir mais no mercado de telessaúde. As organizações de saúde norte-americanas estão constantemente mudando sua infraestrutura para acompanhar essa revolução na saúde. Para integrar serviços remotos de saúde, as empresas do setor no país estão se atualizando rapidamente com os seis componentes mais essenciais, como infraestruturas de TI, hardware, software, Internet das coisas (IoT), design escalável, dados e segurança do paciente.

Quer se trate de cuidados comportamentais, agudos ou crônicos, o papel mais importante que a tecnologia desempenhará é permitir que as plataformas de teleconsulta permitam aos médicos ter um acesso total do histórico médico e o plano de cuidados de um paciente, para que possam fornecer soluções multidisciplinares integradas e longitudinais.

Enquanto o atendimento virtual pré-pandemia foi usado para questões urgentes e de baixa complexidade – tosse, resfriado, erupções cutâneas, atualmente, o valor real está no gerenciamento integrado de doenças crônicas ou na terapia de saúde comportamental contínua, onde as pessoas não precisam ser sobrecarregadas pelas constantes viagens de ida e volta para consultórios médicos.

Quanto mais cuidados passarem para o virtual, com foco no atendimento preventivo e de controle de patologias, menos carga de doença os pacientes terão, o que levará a melhores resultados de qualidade de vida para a população. Esta é uma oportunidade que deve ser oferecida a todos, especialmente às comunidades mais vulneráveis ​​e historicamente carentes.

A adoção de dispositivos de monitoramento remoto de pacientes continua a aumentar e não vemos que isso diminua tão cedo. Quanto mais dados em tempo real pudermos coletar no conforto das casas das pessoas, mais cuidados virtuais personalizados e orientados por dados poderemos fornecer.

Leia também: Utilização da telemedicina cresce em grandes proporções na América Latina

Conclusão

Como já mencionamos, o Covid-19 foi um dos principais fatores que afetaram a saúde em geral, o que impulsionou o aumento do acesso à telemedicina. Basicamente, podemos definir dois aspectos que mudaram: o crescimento da telessaúde durante a pandemia e o número de clientes que utilizaram a telemedicina pela primeira vez desde o início da crise sanitária.

A teleconsulta fará parte de nossas vidas a partir de agora e irá além. Uma das maiores tendências levantadas ao longo da pandemia foi o telemonitoramento de saúde, conhecido também como telehome ou telehomecare.

O maior impulsionador desse mercado é o número crescente de doenças crônicas. Essa necessidade de um tratamento contínuo melhor e mais abrangente, aliada às inovações tecnológicas, resulta na oferta de novos serviços e mais pacientes esperando comodidade nos serviços que lhes são oferecidos no conforto de suas casas.

O atendimento médico hiperlocal também tende a se mover para uma experiência de equipe de atendimento por telemedicina. Pacientes que estão em casa com crianças pequenas ou pessoas que fizeram cirurgia recentemente agora poderão receber atendimento instantâneo quando precisarem.

O objetivo é tornar a saúde mais acessível e eficaz. A ‘saúde móvel’ talvez seja o termo mais amplo no setor de telessaúde, abrangendo tudo, desde aplicativos que ajudam os usuários a realizar exercícios respiratórios até a conexão direta com profissionais de saúde por plataformas de teleatendimento.

O impulsionador do mercado de ‘Mobile Health’ é a popularidade dos smartphones e tablets. Além disso, os smartphones estão se tornando mais inteligentes e podem fazer mais coisas por nós, incluindo conectar-se a plataformas médicas, apps de controle de saúde com a consolidação desses dados ou até mesmo levantar um diagnóstico provável por meio da inteligência artificial.

O intuito é aprimorar o atendimento de pacientes onde eles estiverem – em casa, no trabalho, em viagem, por meio de dispositivos móveis.

Além do gerenciamento de cuidados crônicos e da já bem difundida teleconsulta imediata – como disponibilizamos em nossa plataforma Médico24hs, haverá uma grande concentração na saúde mental, com o fácil acesso à psicólogos para a teleterapia, que leva, por meio das telas, o paciente ao atendimento psicológico em sua própria casa.

Por fim, com a situação gerada pelo Covid-19, a abordagem e necessidade de uso da telemedicina mudou. E aqui, na Brasil Telemedicina, ‘a tecnologia que avança nós usamos para aproximar’. Seguiremos acompanhando as necessidades do mercado, de modo a aprimorar nossas plataformas de telessaúde e a oferecer sempre a melhor solução aos nossos usuários e colegas profissionais de saúde. Vamos, juntos, impulsionar o setor e entregar saúde de qualidade a todos!

Fontes de pesquisa:
https://www.grandviewresearch.com/press-release/us-telehealth-market-analysis
https://www.psychiatry.org/newsroom/news-releases/New-Nationwide-Poll-Shows-an-Increased-Popularity-for-Telehealth-Services
https://www.statista.com/statistics/1228221/use-of-telehealth-services-for-medication-monitoring-europe/
https://www.mordorintelligence.com/industry-reports/global-telemedicine-market-industry
https://www.statista.com/statistics/1257625/hong-kong-interest-in-telemedicine-services-during-coronavirus-covid-19/
https://www.fbh.com.br/entidade-aponta-que-telemedicina-salvou-mais-de-75-mil-vidas-entre-2020-e-2021/

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